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terça-feira, 15 de julho de 2014

Abrigos de bonde na Av. Ana Costa

Eles as vezes ficam meio esquecidos pelas pessoas, que na correria do dia-a-dia passam rapidamente pela Avenida Ana Costa, em Santos.
Mas os antigos abrigos de bondes continuam ali,  em três pontos da avenida.
Ainda não descobri a data certa de construção desses abrigos, mas é bem provável que foi no período da gestão do prefeito Antonio Feliciano, ou seja, entre 1953 e 1957. Na mesma época, foram construídos os Edifícios Parque Verde Mar, no Boqueirão e Enseada, na Ponta da Praia, ambos projetados pelo arquiteto Artacho Jurado. E também a Fonte Vicente de Carvalho, cujas linhas de estilo modernista, lembram as construções dos antigos abrigos de Bondes. 

(Fotos obtidas com a câmera a GoPro Hero3)

Abrigo de bondes na avenida Ana Costa. À direita, vemos a fiação do trólebus. (Foto: Emilio Pechini/Creative Commons)
(Foto: Emilio Pechini/Creative Commons)
(Foto: Emilio Pechini/Creative Commons)
Adicionar legenda(Foto: Emilio Pechini/Creative Commons)


Além dos citados na avenida Ana Costa, da mesma época e estilo há o Abrigo na Avenida Bartolomeu de Gusmão, na praia do Boqueirão. Houve mais um semelhante, na avenida Almirante Saldanha da Gama, em frente ao Clube Internacional de Regatas, posteriormente demolido.

domingo, 29 de junho de 2014

Bonde Histórico de Santos no Valongo em 29 de junho de 2014

Imagens do bonde turístico e histórico de Santos, no Valongo. Com destaque ao Casarão, reformado para a implantação do Museu Pelé.

Arte no Bonde, alusiva ao novo Museu Pelé (by Emilio Pechini/Creative Commons)

O Bonde e o Museu Pelé (by Emilio Pechini/Creative Commons)

Uma foto que mostra como ficou a reforma do Casarão do Valongo onde hoje é o Museu Pelé
(by Emilio Pechini/Creative Commons)
Tal qual durante décadas no Século XX, o bonde na Estação da São Paulo Railway
(by Emilio Pechini/Creative Commons)

Notem o letreiro do bonde: Pelé (by Emilio Pechini/Creative Commons)

O bonde camarão, prefixo 40 na garagem do Valongo (by Emilio Pechini/Creative Commons)

quarta-feira, 25 de junho de 2014

O Bonde Turístico do Gonzaga e a Copa do Mundo... e uma surpresa

O nosso bonde do Gonzaga, que fica estático na Praça das Bandeiras e funciona como Posto de Informações Turísticas da Prefeitura de Santos está em pleno funcionamento nas noites em tempo de Copa do Mundo. Afinal, a cidade de Santos recepciona duas seleções que disputam o mundial da Fifa: México e Costa Rica. 
O bonde, caracterizado especialmente para o evento, está com funcionamento estendido à noite.


Bonde Turístico do Gonzaga em tempos de Copa do Mundo no Brasil


Buscando ângulos para uma boa foto do bonde, deparei-me com uma surpresa: a tradicional mureta está estampada nas guias da ciclovia junto à praça. Uma surpresa, vejam: 

As guias da ciclovia, aqui parecem grandes devido ao ângulo e a perspectiva, ganharam o desenho das muretas de Santos

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Bike Santos!

Conheça o Bike Santos, na prática!
Eu uso as bicicletas públicas de Santos, e é muito fácil.
Veja o vídeo:

 


Site do Bike Santos
mobilicidade.com.br/bikesantos.asp

domingo, 7 de outubro de 2012

O Mappin já teve uma loja em Santos




Um antes e depois: o Mappin, na época chamada de Mappin Stores teve uma loja em Santos, entre os anos de 1918 e 1927. Ficava na rua Santo Antonio, atual rua do Comércio.

Pesquisando a partir de uma foto antiga, do Mappin em Santos, encotramos o local atual:


Assista ao vídeo especialmente produzido no local:

terça-feira, 5 de junho de 2012

Fim de tarde de domingo na Ponta da Praia em 03 de junho de 2012

Um fim de tarde fantástico na Ponta da Praia, no domingo. Veja as fotos: 


Com um belo zoom avista-se a Ilha Porchat


e também ao fundo, a plataforma do emissário submarino com o monumento Tomie Ohtake em homenagem a imigração japonesa


Ao fundo, um zoom da Ilha das Palmas


O fim de tarde chegando

O Farol do Canal 6 e a grande muralha de prédios da Orla de Santos


No fim de tarde na Ponta da Praia

A visão do sol e as torres do Morro Santa Terezinha



O grande sol, visto da Ponta da Praia 



Criança aproveita os momentos ainda com a luz do sol para catar conchinhas



O sol que já se foi agora refletido pelas nuvens e com novas cores



Um espetáculo de cores no céu





domingo, 25 de março de 2012

Hino do Colégio Docas de Santos

As ruínas do Colégio Docas podem ser vistas pelo Street View, do Google Maps

Uma história que não deve ser esquecida: a do Colégio Docas de Santos.

Por sorte há quem ainda possa contar as lembranças de uma instituição que atravessou décadas e hoje não existe mais. Seu prédio, em ruínas, agora municipal, aguarda seu destino.
É triste para os milhares de ex-alunos, funcionários e professores passarem pelo número 130 da rua Campos Mello, e ver o estado lastimável em que se transformaram os majestosos prédios, cuja construção lembrava grandes casarões.

Lembro do uniforme, primeiramente camisa branca com um bolso com o escudo das Docas, depois a camiseta amarela com letras em azul marinho.
Também lembro da cantina e da formação com o hino nacional e da escola.
E os professores, Zélia, Ema, Aidil, Eliane, Ramos, Ione, Ivanir, Magali e tantos outros.
Havia também o palco, instalado em um dos lados da quadra fechada, na qual havia uma espécie de "sinaleiro", que raramente vi acender.


OS PRÉDIOS

Na imagem abaixo, capturada do Google Maps, podemos ver o Colégio Docas atual, com telhas faltantes e o estado da quadra aberta.

Eu estudei nesta escola de 1973 a 1980 e lembro muito bem da disposição dos prédios:

Vista por satélite do Colégio Docas
Eu nem imaginava, na época, que aquele campo usado para futebol foi no passado um terreno por onde passavam os trens que levavam rochas dos morros para a construção do Porto de Santos.

O HINO DA ESCOLA DOCAS DE SANTOS

Vale lembrar que o Docas teve nomes como Associação dos Empregados da Companhia Docas de Santos, Centro Cultural Docas de Santos, Escola de Educação Infantil e de Primeiro e Segundo Graus "Docas de Santos", entre outros.

A professora Zélia, que atualmente mora no bairro do Boqueirão,


Encontrando a dona Zélia - que foi minha primeira professora no Docas, na primeira série, comentei com ela que lembrava do Hino do Colégio Docas, mas que não conseguia encontrar a letra completa.

No dia seguinte, ela entregou-me uma folha manuscrita com a letra do hino.



Então, aqui está:

Hino do "Colégio Docas de Santos"

Quando o sol deslumbrante aparece
com seus raios dourando as campinas
ao trabalho entoando uma prece
operários já vão pra oficina


Oficina escola
do bem, onde a luz
onde a luz da instrução, 
com fulgor,
brilha aqui nesta casa
do bem, de carinho,
de afeto, e de amor.

A melodia, quem sabe um dia, possa ser gravada em áudio ou vídeo e ser publicada aqui.

Quem tiver fotos, ou outras curiosidades, podem ser enviadas para o e-mail muitobem.tv@gmail.com


quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Parabéns, Santos!

Até meados de 1900, a cidade de Santos basicamente resumia-se a área central


Hoje, dia 26 de janeiro é aniversário de Santos.

A data marca a elevação de vila à cidade, em 1839.

Porém, Santos - desde Vila do Porto de Santos até os dias de hoje - são 466 anos de história.

Os canais levaram o  povo a habitar as antigas áreas encharcadas do solo santista próximo à praia




Novos "arranha-céus" de mais de 30 andares tomam conta da cidade



Parabéns, Santos!

domingo, 11 de dezembro de 2011

A Igreja do Embaré como você nunca viu

Evento na Igreja de Santo Antônio do Embare, em Santos, trouxe a Orquestra e Coral de Heliópolis de São Paulo e show de luzes e projeções que deram novas cores a fachada da Basílica.


Aqui, as fotos do evento de agora à noite.


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terça-feira, 27 de setembro de 2011

À procura da linha do horizonte



De fato, a linha do horizonte está sempre na altura dos olhos, seja lá onde estivermos. Mas, a linha propriamente dita fica perfeitamente reta ao nível do mar.

Aqui em Santos, apesar do emaranhado de prédios cada vez mais altos, a oportunidade de se dar um alô para o Oceano Atlântica não é desperdiçada. Mesmo que por entre paredes de altos prédios.

E, se há uma câmera à mão, vale também uma matéria, uma postagem, um registro. E aqui estamos nós.




sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Homenagem a Martins Fontes em prédio de Santos


A poesia acima está na fachada do Edifício Piratininga, em plena orla da praia de Santos. 

O prédio fica no endereço onde, no passado, havia uma casa onde morou um dos maiores poetas do Brasil: Martins Fontes.

PIRATININGA

Beijemos nós a Terra em que nascemos,
Beijemos nós a gleba familiar
Sobre a qual se ergue o teto onde vivemos,
E é o nosso berço, sendo o nosso altar.

Ajoelhados, beatíficos, beijemos
Da nossa casa a pedra liminar.
E que a nossa paixão chegue aos extremos,
Defendendo a honradez do nosso lar.

Beijando assim a Terra, a nossa Terra,
Beijaremos os mortos que ela encerra,
E cuja cinza se transmuda em flor!

Para que, entre os milagres da saudade,
Revivam todos em fraternidade,
Ressuscitados pelo nosso amor!

(Martins Fontes)

O MÉDICO E POETA MARTINS FONTES

José Martins Fontes nasceu em Santos em 23 de junho de 1884, na casa 4 da Praça José Bonifácio. Era filho de dona Isabel Martins Fontes e do Dr. Sylvério Martins Fontes. O poeta, na infância publicou seus versos num jornal manuscrito chamado "A Metralha" "para explosão aos domingos". Por ocasião da inauguração do monumento em comemoração dos 400 anos do descobrimento do Brasil, levantado em São Vicente, próximo à Biquinha, Martins Fontes, aos dezesseis anos de idade, recitou um poema de sua autoria.

O poeta estudou nas melhores escolas de Santos, depois foi para Jacareí e, no Rio de Janeiro, cursou a Faculdade de Medicina, fomando-se em 20 de dezembro de 1906. Lá conviveu com poetas como Olavo Bilac e Coelho Netto, e foi auxiliar de Oswaldo Cruz no saneamento da cidade do Rio de Janeiro.
Depois de trabalhar em diversas instituições médicas, no início da década de 1910 voltou a Santos, tendo trabalhado na Santa Casa de Misericórdia.

O atual Edifício Piratininga, construído no terreno onde ficava a residência da família de Martins Fontes

Segundo Jacob Penteado, no livro Martins Fontes: Uma Alma Livre "a popularidade de Martins Fontes e de seu pai, Silvério Fontes tornou-se uma legenda em Santos. A família transferira sua residência para a praia, isto é, para a atual Avenida Presidente Wilson, 68, onde se encontra o Prédio Piratininga, no José Menino. Conhecemos a casa. Era uma bela mansão, com jardim na frente, e um enorme terreno, nos fundos, a perder de vista. Não havia ainda a rua Floriano Peixoto, aberta a pedido do Dr. Silvério. Martins Fontes era madrugador, às 6 horas já estava de pé, e às 7, podia ser encontrado na Santa Casa de Santos."

Martins Fontes exerceu a Medicina e também a Poesia, Prosa e também trabalhos científicos, além de escrever crônicas em jornais e revistas, como O Malho (Rio de Janeiro), A Gazeta e o Diário Popular (São Paulo), Diário de Santos e Cidade de Santos (jornal anterior ao homônimo do Grupo Folha). Em 1930 foi eleito membro correspondente da Academia de Ciências de Lisboa. 
Uma de suas frases ficou famosa na região, e continua sendo repetida por muitos, até hoje: "Como é bom ser bom!"

Martins Fontes faleceu aos 53 anos, no Hospital da Beneficência Portuguesa de Santos, estando seu corpo sepultado na cidade, no Cemitério do Paquetá.

O jornal A Tribuna de Santos, quando de sua morte, publicou entre outras, estas palavras de homenagem: 
"A cidade de Santos vestiu-se de luto, porque acaba de desaparecer aquele que, na verdade, era o Sol da nossa terra" - Archimedes Bava. 
"Neste momento, só posso render ao meu queridíssimo Fontes a homenagem do silêncio" - Galeão Coutinho.Segundo o Pequeno Dicionário de Literatura Brasileira (Enciclopédia Mirador Internacional), os primeiros versos de Martins Fontes revelam uma poesia exuberante, cheia de vontade de viver, enquanto os da última fase são inspirados pela filosofia positivista. 


O busto de Martins Fontes está instalado nos jardins da praia de Santos, em frente do local onde foi sua residência e do atual Edifício Piratininga, na avenida Presidente Wilson, 68, no José Menino, em Santos


Segundo a Polianteia Santista, de Fernando Martins Lichti, na seção Monumentos, o busto de Martins Fontes foi construído por amigos do poeta, alguns anos após o seu falecimento e instalado nos jardins da praia, bem em frente ao número 68 da avenida Presidente Wilson, residência de Martins Fontes. O monumento foi inaugurado no dia 20 de junho de 1941.



Fontes consultadas:
Polianteia Santista e História de Santos (Fernando Martins Lichti e Francisco Martins dos Santos) (acervo pessoal muitobem.tv)
http://www.novomilenio.inf.br/cultura/cult008.htm
http://www.sitedeliteratura.com/Litbras/martinsfontes.htm
http://educacao.uol.com.br/biografias/martins-fontes.jhtm
http://pt.wikipedia.org/wiki/Martins_Fontes


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